Especialistas explicam o significado astronômico e histórico por trás da disposição das 27 estrelas no pavilhão nacional
Uma curiosidade histórica vem gerando debates nas redes sociais: a estrela isolada acima da faixa “Ordem e Progresso” na bandeira do Brasil representa o Pará, não o Distrito Federal como muitos acreditam. A escolha remonta a 1889, quando o astrônomo Manuel Pereira Reis projetou o céu do Rio de Janeiro no dia da Proclamação da República. À época, o Pará era o único estado totalmente acima da linha do Equador, justificando sua posição privilegiada pela estrela Spica (Alpha de Virgem).
O DF, por sua vez, é representado pela discreta Sigma do Octante – a menos brilhante do conjunto, porém estrategicamente posicionada próxima ao polo sul celeste para simbolizar que os estados “giram” em torno da capital. Das 27 estrelas atuais (que correspondem a todos os estados e ao DF), apenas 21 existiam no projeto original. A última atualização ocorreu em 1992, com a inclusão de unidades federativas criadas posteriormente, como Amapá e Tocantins. O desenho mantém fidelidade ao céu visto em 15 de novembro de 1889, às 8h30, tornando a bandeira brasileira uma das poucas no mundo com representação astronômica precisa.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

