Eleição do Paysandu pode ser questionada na Justiça

A eleição que confirmou Márcio Pinto Martins Tuma como novo presidente do Paysandu Sport Club ainda poderá sofrer questionamentos judiciais. Realizada na terça-feira (3), na sede social do clube, a votação definiu a diretoria que ficará à frente da instituição no biênio 2027-2028. Entretanto, uma ação que contesta a regularidade da chapa vencedora continua em tramitação na Justiça do Pará. O processo questiona o registro da única candidatura inscrita no pleito. Mesmo com a realização da votação, existe a possibilidade de uma decisão judicial interferir no resultado. A situação mantém em aberto os desdobramentos da disputa eleitoral bicolor.

A ação foi apresentada pelo associado Joperso Barreto Coutinho e tramita na 15ª Vara Cível e Empresarial de Belém. Um dos principais questionamentos envolve a candidatura de Nelson Diogo Couceiro ao Conselho Fiscal, sob a alegação de que ele poderia estar concorrendo a um terceiro mandato consecutivo, situação que seria vedada pelo estatuto do clube. O regulamento estabelece um mínimo de oito integrantes válidos para a composição do conselho, incluindo dois contadores. Caso a candidatura seja considerada irregular, a chapa poderia ficar abaixo desse número exigido. Dois pedidos anteriores para suspender a eleição foram negados pela Justiça, tanto em primeira quanto em segunda instância. A decisão final sobre a ação ainda poderá influenciar a validade do processo eleitoral.

 

Foto: Facebook Paysandu