Denúncias de assédio eleitoral no trabalho aumentam mais de 115% em outubro

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 1.190 denúncias de assédio eleitoral no ambiente profissional durante outubro de 2026, até as 17h do dia 26. O número representa um crescimento de 115,6% em comparação com setembro, quando foram contabilizadas 552 ocorrências. No acumulado do ano, o órgão recebeu 2.009 denúncias relacionadas à prática. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27), em meio à mobilização sobre a liberdade de escolha dos eleitores. São Paulo lidera o levantamento, com 350 registros, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas pressionam trabalhadores a apoiar candidatos ou manifestar determinada preferência política. Entre os exemplos estão ameaças de demissão, redução salarial, mudanças de cargo e exigência de participação em atividades de campanha. Mensagens, e-mails, gravações, fotografias e testemunhos podem contribuir para a apuração das denúncias. Os trabalhadores podem procurar o Ministério Público do Trabalho para relatar os casos, inclusive por canais eletrônicos. O aumento das notificações não significa que todas as situações denunciadas já tenham sido comprovadas.

 

Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil