O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,2% em 2026, segundo relatório divulgado na segunda-feira (12). A previsão representa uma redução em relação à estimativa anterior, que apontava expansão de 2,4%, mas permanece acima das projeções do governo federal e do mercado financeiro. Para 2027, a instituição também revisou sua expectativa, reduzindo o crescimento previsto de 2,2% para 1,9%. Os números fazem parte do relatório global sobre as perspectivas da economia mundial. O documento avalia o desempenho brasileiro em meio às incertezas econômicas internacionais.
Entre os fatores que podem limitar o avanço econômico estão os juros elevados, a redução dos estímulos fiscais e as incertezas no cenário internacional. A taxa básica de juros, a Selic, encarece o crédito e pode desestimular o consumo das famílias e os investimentos das empresas. O FMI também prevê que a inflação brasileira encerre 2026 em 4,4%, dentro do limite de tolerância da meta nacional. Para o desemprego, a estimativa é de uma taxa de 6,2% no fim deste ano. Apesar da expectativa de crescimento, as projeções indicam uma desaceleração da atividade econômica nos próximos períodos.
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

