Assassinatos no campo caem de 27 para 6, mas conflitos agrários aumentam 5,4% no 1º semestre de 2026

Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram redução de 77,8% nos homicídios rurais em comparação ao mesmo período de 2025, mas os conflitos subiram de 798 para 841, com destaque para Maranhão (156), Pará (90), Bahia (85), Rondônia (63) e Amazonas (63). A contaminação por agrotóxicos cresceu 72,4% (de 98 para 169 casos), e os conflitos por água mais que dobraram (de 47 para 100), especialmente no Pará, onde indígenas e ribeirinhos lutam contra a privatização de rios e mineração. A coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, denunciou o avanço da financeirização e mercantilização da terra, com fundos de pensão e interesses em terras raras, além de apontar o garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku como responsável por 195 casos de contaminação por minérios. As manifestações também cresceram (de 253 para 284), e o trabalho escravo rural caiu de 101 para 30 registros, com 355 trabalhadores resgatados.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil