Pesquisa da HSR Health em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla durante o Agosto Laranja, ouviu 368 pacientes e revelou que 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, 14,1% levaram uma década ou mais, e 56,8% receberam um diagnóstico incorreto antes da confirmação . O neurologista Rodrigo Kleinpaul, da UFMG, afirma que o paciente passa, em média, por quatro médicos e leva três anos para ter o diagnóstico correto, e que a demora favorece a progressão da incapacidade, podendo levar a danos permanentes no cérebro ou na medula . A doença afeta cerca de 40 mil brasileiros, principalmente mulheres de 20 a 40 anos, e seus sintomas – como embaçamento visual, dormência e fadiga – são frequentemente confundidos com outras condições, o que gera atraso diagnóstico . A pesquisa também apontou que 41,2% dos pacientes deixaram de realizar ou remarcaram tratamentos por dificuldades de acesso, como burocracia de planos de saúde ou falta de medicamentos, e que 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento profissional . A educadora física Lucimara Santana, de 44 anos, relatou que percorreu consultórios por quatro anos até descobrir a doença, com sintomas como fadiga intensa e dor, e precisou se adaptar profissionalmente para continuar trabalhando . Apesar de não ter cura, o tratamento avançou significativamente e hoje é possível evitar que pacientes jovens evoluam para cadeira de rodas, como ocorria há uma década .
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