O neurologista Paulo Henrique Silva, da Hapvida, explica que a qualidade do sono reparador depende da passagem adequada pelas diferentes fases do sono sem interrupções, e não apenas da quantidade de horas na cama. Ronco intenso e frequente, acompanhado de pausas respiratórias, engasgos ou sufocamento, pode indicar apneia obstrutiva do sono – distúrbio que fragmenta o sono e pode trazer consequências como sonolência diurna, dificuldade de concentração, esquecimentos e aumento do risco de infarto, AVC, obesidade e até doenças neurodegenerativas como Alzheimer. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, se necessário, polissonografia, e o tratamento varia conforme a gravidade, incluindo mudanças de hábitos, dispositivos intraorais ou aparelhos que mantêm as vias aéreas abertas durante o sono. Crianças com ronco frequente, respiração pela boca ou sono agitado também merecem avaliação, pois os sintomas podem se manifestar como irritabilidade e dificuldade de atenção. O médico reforça que sinais persistentes como ronco, sono não reparador e sonolência diurna não devem ser normalizados e merecem investigação.
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