Sancionada em 7 de agosto de 2006, após a condenação do Brasil pela OEA por negligência no caso da farmacêutica Maria da Penha, que sobreviveu a duas tentativas de feminicídio pelo marido em 1983 , a lei criou medidas protetivas de urgência e tornou a violência doméstica crime de maior potencial ofensivo . Em 2025, o país registrou 1.571 feminicídios (média de 4 mortes por dia) e mais de 132 mil descumprimentos de medidas protetivas . Especialistas apontam que o crescimento das denúncias mostra mais mulheres encorajadas, mas alertam que o machismo estrutural e a misoginia online ainda são entraves para a efetividade da lei . A procuradora Nathalie Malveiro destaca que a medida protetiva é “um copo de água fria numa panela de água fervendo”, enquanto a delegada Amanda Souza, vítima de violência vicária que perdeu os dois filhos, reforça a necessidade de suporte integral para a reconstrução das vítimas.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

