Pará fica na 25ª posição em competitividade nacional, com potência de US$ 24 bilhões

Apesar de ostentar o título de maior potência exportadora do Brasil, com uma balança comercial que movimenta bilhões de dólares anualmente, o Pará amarga uma colocação desfavorável no ranking de competitividade dos estados. Ocupando a 25ª posição entre as 27 unidades federativas, o levantamento expõe um abismo entre a força bruta da economia paraense, ancorada na mineração e no agronegócio, e a ineficiência da infraestrutura e do ambiente de negócios. O estudo revela que a dependência da exportação de commodities não se traduziu em desenvolvimento social e logístico para a população, gerando um paradoxo de riqueza e atraso.

Os gargalos que puxam a nota para baixo incluem a precariedade da malha rodoviária, a insegurança jurídica para investidores e um sistema tributário considerado complexo e oneroso. A análise dos dados mostra que, embora o Produto Interno Bruto do estado seja robusto, a falta de inovação e a baixa qualificação da mão de obra local impedem um crescimento sustentável e diversificado. Para reverter esse cenário, especialistas sugerem que o estado precisa urgentemente direcionar os royalties da mineração para a educação, ciência e tecnologia. Sem essas melhorias estruturais, o Pará continuará sendo um gigante econômico com pés de barro no cenário nacional.

Foto: Fiepa