Uma pesquisa desenvolvida na Universidade do Estado do Pará (Uepa) busca integrar os conhecimentos de comunidades tradicionais ao currículo escolar formal. A iniciativa, que conecta o ambiente da roça à sala de aula, defende o reconhecimento dos saberes empíricos transmitidos por gerações como um patrimônio educativo essencial para a formação dos estudantes paraenses.
O estudo propõe uma metodologia que valoriza práticas cotidianas, como o cultivo da terra e o manejo sustentável dos recursos naturais, transformando-as em conteúdo pedagógico. A ideia central é romper com a hierarquia que separa o conhecimento científico do popular, mostrando que a educação pode ser enriquecida ao dialogar com a identidade e a realidade sociocultural dos alunos das regiões amazônicas.
Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag. Pará
