Um estudo divulgado nesta quarta-feira (3) pela presidência brasileira da COP30 e pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) revela que 66% dos municípios brasileiros ainda não iniciaram ou estão apenas começando a elaborar planos de ação para enfrentar o calor extremo, apesar de 93% dos gestores classificarem o fenômeno como um problema relevante. A pesquisa realizada em 53 cidades aponta que 75% não utilizam dados estruturados para decisões sobre o tema, 85% dependem de recursos externos para implementar medidas de adaptação e mais de 80% não desenvolveram critérios sustentáveis para compras públicas voltadas ao resfriamento urbano. O Pnuma alerta que o calor extremo provoca cerca de 500 mil mortes por ano no mundo, e no Brasil, entre 2000 e 2020, ondas de calor foram associadas a aproximadamente 50 mil mortes em regiões metropolitanas. A CEO da COP30, Ana Toni, classificou o fenômeno como “uma catástrofe a conta-gotas que deixa cidades, comunidades e territórios inabitáveis”.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
