MPF investiga 13 empresas cúmplices da ditadura e planeja nova fase de acordos e ações civis públicas

Coordenado pelo procurador Marlon Alberto Weichert, o grupo de trabalho Memória, Verdade e Defesa da Democracia do MPF investiga companhias suspeitas de violações de direitos humanos durante o regime militar, incluindo práticas como manutenção de salas de tortura, listas sujas de trabalhadores, vigilância interna e cumplicidade com órgãos de repressão — com base em pesquisa do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (Caaf) da Unifesp, financiada por acordo firmado com a Volkswagen em 2020 (que pagou R$ 36,3 milhões). O procurador afirma que os procedimentos estão em diferentes estágios, com diálogos para acordos já em andamento, e que a expectativa é lançar uma “terceira onda, maior do que essa segunda”, usando recursos de condenações para ampliar a investigação, já que pessoas jurídicas não são protegidas pela Lei da Anistia — diferentemente de pessoas físicas — permitindo ao Brasil avançar na busca por justiça onde outros países da América Latina já revisaram suas leis de impunidade.

Foto: Acervo/Memorial da Democracia