Grupo Especial desfila na Aldeia Amazônica nos dias 27 e 28 de fevereiro celebrando identidade cultural e resistência do samba em Belém

A Aldeia Amazônica se transforma em palco de cores, sons e narrativas nos dias 27 e 28 de fevereiro, a partir das 21h, para os desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Belém, promovidos pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semcult). Em 2026, as agremiações apostam em enredos que valorizam a identidade cultural, a religiosidade, personalidades locais e a força da natureza — com destaque para as águas amazônicas — além de celebrar o samba como expressão de vida e resistência. A Associação Carnavalesca Xodó da Nega abre os desfiles na sexta-feira (27) com o enredo “Eu vou me banhar de manjericão nas terras da Cremação”. Na sequência, a Embaixada do Império Pedreirense homenageia a cantora Nazaré Pereira com “Xapuri, Pará, Paris, ulalá mon chéri – A Embaixada canta Nazaré Pereira”.

Os Acadêmicos de Samba da Pedreira apresentam “Quem disse que acabou?”, destacando a resistência cultural, enquanto a Bole-Bole presta tributo à líder religiosa Mãe Josina com “Mãe Josina do Guamá: o solo sagrado da cultura popular”. No sábado (28), desfilam a Escola de Samba da Matinha com “Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!”, seguida pela Boêmios da Vila Formosa com “Folia para Antônio – o santo milagroso”. O Império de Samba Quem São Eles leva “Pelos Caminhos das Águas – Uma Odisseia Escrita Pelos Transportadores que Cruzam Rios e Mares”, e o Deixa Falar encerra a programação com “Minha vida é um carnaval”. Cada escola traz intérpretes, casais de mestre-sala e porta-bandeira, rainhas de bateria e mestres que comandam o ritmo, reafirmando o Carnaval como patrimônio cultural e expressão viva da identidade de Belém.

Foto: João Gomes / COMUS