O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial, Borge Brende, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (26), poucas semanas após a entidade sediada em Genebra iniciar uma investigação independente sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. O norueguês, que liderava o fórum desde 2017, tomou a decisão depois que revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicaram sua participação em três jantares de negócios com o financista, além de trocas de e-mails e mensagens de texto, conforme comunicado oficial divulgado pelo executivo.
Em nota separada, os copresidentes da entidade, Andre Hoffmann e Larry Fink, informaram que a revisão independente conduzida por consultores externos foi concluída e não apontou novas irregularidades além das já reveladas publicamente. O relatório confirmou os encontros presenciais e as trocas de mensagens entre Brende e Epstein, mas não identificou outros fatos que pudessem agravar a situação do agora ex-presidente. A renúncia ocorre em meio ao esforço do Fórum Econômico Mundial para preservar sua credibilidade institucional, especialmente diante da proximidade da tradicional cúpula anual em Davos.
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