Cerca de 40% dos casos de câncer registrados globalmente poderiam ser prevenidos, segundo um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). Esse percentual corresponde a aproximadamente 7 milhões dos 18,7 milhões de novos diagnósticos de 2022, ligados a fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool, obesidade, infecções e poluição.
O tabagismo permanece como a principal causa evitável, responsável por 15,1% dos casos mundiais, seguido por infecções (10,2%) e álcool (3,2%). Os tipos de câncer mais associados a esses fatores são os de pulmão, estômago e colo do útero, que juntos concentram quase metade dos casos preveníveis. O estudo reforça a importância de políticas públicas para reduzir a exposição a esses riscos, com impacto particular na redução do câncer de pulmão entre homens e na mitigação dos efeitos da poluição do ar sobre as mulheres.
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