Por Kaliu Andrade
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo urgente para que todos os países apresentem novas metas climáticas mais ambiciosas até o fim deste mês. O pedido é um passo crucial na preparação para a COP30, que acontece em novembro, aqui em Belém.
A maioria dos governos não cumpriu o prazo original, que venceu em fevereiro deste ano. Agora, o atraso ameaça comprometer a elaboração de um relatório-síntese que vai orientar as negociações da conferência.
O que são as NDCs?
As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) são, na prática, o “plano de ação climática” de cada país. Nelas, os governos estabelecem metas para:
• Reduzir emissões de gases de efeito estufa;
• Se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.
Esses compromissos estão no centro do Acordo de Paris, firmado em 2015, que busca limitar o aquecimento global a 1,5 °C.
A atual rodada, chamada de NDCs 3.0, é considerada a última grande oportunidade de alinhar o mundo ao cumprimento da meta de 1,5 °C.
Por que tanta urgência?
Segundo o secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), as novas NDCs precisam ser mais ousadas e detalhadas que as anteriores. Isso porque:
• O planeta ainda não está no caminho para cumprir o Acordo de Paris;
• O relatório-síntese precisa ser concluído antes da COP30;
• O atraso de vários países aumenta a pressão política e climática.
O presidente da COP30 reforçou que espera ver as novas metas apresentadas já na próxima Assembleia Geral da ONU, agora em setembro.
E qual o papel da COP30?
A COP30, marcada para novembro de 2025 no Brasil, será um momento-chave:
• Vai avaliar se os países estão de fato cumprindo suas NDCs;
• Medirá o avanço rumo à meta de 1,5 °C;
• Pretende impulsionar ações mais rápidas e efetivas contra as mudanças climáticas.
Com os olhos do mundo voltados para Belém, a conferência deve ser um divisor de águas. Se os países não apresentarem planos robustos, especialistas alertam que os impactos da crise climática podem se tornar irreversíveis.
