Prioridade será para obras de português e matemática no ensino fundamental; ensino médio pode receber materiais em duas etapas
O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma compra escalonada de livros didáticos para o ano letivo de 2026 devido a restrições orçamentárias. Alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental receberão apenas obras de português e matemática, enquanto estudantes dos anos finais (4º ao 9º ano) terão reposições limitadas dessas disciplinas, com outras áreas dependendo de materiais reutilizados. No ensino médio, a entrega dos novos livros alinhados à reforma curricular pode ser dividida: 60% das escolas receberão em janeiro, e os 40% restantes só em meados do ano.
O FNDE, responsável pelo programa, confirmou o “cenário desafiador” e destacou que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) está com recursos garantidos. A Abrelivros alerta que o orçamento atual de R$ 2 bilhões é insuficiente — seriam necessários R$ 1 bilhão a mais para atender toda a demanda. “Deixar de comprar livros é inédito e preocupante”, disse Ângelo Xavier, presidente da associação. A medida pode impactar 26 milhões de estudantes da rede pública, com riscos de atrasos e desigualdade no acesso aos materiais.
Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação

