Relatório do Sebrae aponta migração para modelos híbridos e pay-per-use em meio a cenário de investimentos mais seletivos
O ecossistema de startups brasileiras está testemunhando uma significativa mudança nos modelos de monetização: enquanto as vendas diretas (one-time sales) registraram crescimento de 39% no último ano, o tradicional modelo SaaS (Software as a Service) recuou 10%, segundo dados do Startups Report Brasil 2024 do Sebrae. O movimento reflete uma busca por maior liquidez imediata e modelos mais alinhados ao atual cenário de investimentos, que prioriza sustentabilidade financeira sobre crescimento acelerado. “O cliente atual exige soluções com impacto tangível e menor compromisso de longo prazo”, explica Cristina Mieko, head de startups do Sebrae.
A transição tem sido marcada pela adoção de formatos híbridos e baseados em consumo real, com destaque para soluções que utilizam inteligência artificial para precificação por transação ou volume de dados processados. Setores como saúde e agronegócio têm liderado essa mudança, onde o modelo consultivo e orientado a resultados ganha força frente às assinaturas tradicionais. Paralelamente, as métricas de desempenho também evoluem – ticket médio e margem por contrato substituem gradualmente indicadores como MRR (Monthly Recurring Revenue) no radar dos investidores. “Estamos diante de um mercado mais maduro, que exige modelos que resolvam dores reais sem sacrificar a saúde financeira das startups”, completa Mieko.
Foto: Divulgação/SEBRAE

