Medida regulamenta Plano Safra 2025/2026 e reforça critérios ambientais para concessão de recursos
O Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu o uso de crédito de custeio agrícola para financiar operações de desmatamento, fechando uma brecha que permitia a destinação de até 15% do valor para pequenas despesas classificadas como investimento. A decisão, tomada em reunião extraordinária, integra as regulamentações do Plano Safra 2025/2026, lançado nesta terça-feira (1º), que prevê R$ 516,2 bilhões em crédito para o agronegócio. O Ministério da Fazenda destacou que a medida visa evitar o incentivo ao desmate por meio de linhas de financiamento rural.
Além da proibição, o CMN ampliou as políticas de crédito com foco ambiental, incluindo no Programa RenovAgro financiamentos para prevenção de incêndios, recuperação de áreas nativas e sistemas de manejo de resíduos animais. Também foram criadas linhas específicas no Pronaf para adaptação climática, irrigação sustentável e bioeconomia, além da inclusão de novas culturas no financiamento à agricultura familiar. O conselho, presidido pelo ministro Fernando Haddad, ainda vetou a destoca — limpeza de terrenos após corte de árvores —, exceto em florestas cultivadas. As medidas reforçam a estratégia de aliar produção agrícola à preservação ambiental.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
