Secretário Rogério Ceron classifica como “responsável” provocação de Hugo Motta sobre IOF, mas ressalta desafio fiscal
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quinta-feira (29) que qualquer redução adicional de gastos capaz de viabilizar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dependerá de reformas estruturais por parte do governo e do Congresso. Ceron classificou como “responsável” a cobrança do presidente da Câmara, Hugo Motta, que deu dez dias para a apresentação de alternativas, mas destacou a complexidade do ajuste fiscal. O alerta foi feito após a divulgação de um superávit primário de R$ 17,8 bilhões em abril – o melhor resultado para o mês em três anos.
Ceron enfatizou que a demanda de Motta representa uma “oportunidade histórica” para corrigir distorções fiscais, mas evitou detalhar medidas concretas, limitando-se a dizer que as propostas serão debatidas nos próximos dias. Nesta sexta-feira (30), o governo publicará o decreto detalhando o bloqueio de R$ 31,3 bilhões no Orçamento, sem incluir os R$ 1,4 bilhão obtidos com o resgate de dois fundos públicos. O secretário admitiu que a derrubada total do aumento do IOF exigiria cortes drásticos, como a paralisação do Minha Casa, Minha Vida e de investimentos em defesa. “No momento, não temos como abrir mão dessas receitas”, concluiu.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

