Ministra do Meio Ambiente garante distância de 137 km entre reservas e blocos de prospecção na Margem Equatorial
Em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (27), a ministra Marina Silva destacou que a criação de quatro novas unidades de conservação marinhas no Amapá – totalizando 1,3 milhão de hectares protegidos – não interfere na exploração petrolífera na região. As reservas extrativistas Flamã, Goiabal, Amapá-Sucuriju e Bailique, em processo de criação desde 2005, visam proteger ecossistemas costeiros e atividades sustentáveis de populações tradicionais, mantendo distância mínima de 137 km dos blocos de petróleo.
Marina vinculou a política ambiental ao desenvolvimento econômico, lembrando que a biodiversidade responde por 50% do PIB brasileiro. A ministra citou avanços como a redução de 46% no desmatamento amazônico e a abertura de 300 novos mercados agrícolas como resultados da retomada das políticas ambientais. “Proteção ambiental e produção podem coexistir”, afirmou, destacando o cumprimento de metas internacionais de conservação de 30% dos ecossistemas terrestres e marinhos até 2030.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

