Maradona não tinha álcool ou drogas no sangue ao morrer, diz perito em julgamento

Foto: Gimnasia/Twitter/Divulgação

Um perito afirmou nesta terça-feira (1º) que Diego Maradona não tinha álcool ou “drogas de abuso” no sangue quando morreu, em 2020, apesar de seu histórico de vícios. O bioquímico Ezequiel Ventosi, que analisou amostras do ex-jogador, descartou a presença de cocaína, maconha, MDMA, êxtase e anfetaminas.

Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, vítima de um edema pulmonar causado por insuficiência cardíaca, durante uma internação domiciliar após uma cirurgia no cérebro. Exames detectaram apenas medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e outros remédios controlados.

O depoimento ocorreu no julgamento de sete profissionais de saúde acusados de homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de causar a morte. Eles são acusados de negligência no cuidado do ídolo, que, segundo um médico pessoal, deveria estar em terapia intensiva, não em casa. “A morte era evitável”, declarou Alfredo Cahe, já falecido, em depoimento lido na corte.

Peritos confirmaram que Maradona tinha cirrose no fígado, problemas renais e cardíacos. O julgamento, que começou em março, deve seguir até julho, com penas de 8 a 25 anos se houver condenação.