A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, aceitou o pedido de recuperação judicial do Vasco como clube associativo (Clube de Regatas Vasco da Gama, CRVG), bem como da SAF, a sociedade anônima dedicada ao futebol.
O CRVG e o Vasco SAF deverão apresentar o plano de recuperação judicial em um prazo de 60 dias corridos. O pedido duplo, apresentado ao Poder Judiciário na terça-feira (25, foi fundamentado em um estudo realizado pela Alvarez & Marsal, uma consultoria contratada pelo Vasco. A decisão judicial de 23 páginas foi obtida pelo Correio.
Na sentença, além de aceitar o pedido de recuperação judicial, a juíza Caroline Fonseca suspendeu todas as ações judiciais em curso contra o Vasco, incluindo o clube e a SAF, e estabelece a manutenção de todas as atividades essenciais. A relação engloba serviços como água, eletricidade, gás, telecomunicações, internet e outros.
A magistrada também confirmou acordos firmados entre as partes envolvidas e fornecedores, durante o processo de mediação. Na relação, constam processos de natureza cível e laboral. As empresas Wald Administração de Falências e Empresas em Recuperação Judicial LTDA. e K2 Consultoria Econômica foram também designadas como administradores judiciais.
A Wald participou do processo de recuperação judicial da Samarco e do Grupo Oi. Por outro lado, a K2 Consultoria participou do processo de recuperação judicial do Grupo OI e do colapso da companhia aérea Varig. A juíza determinou que os atletas e a equipe técnica do time profissional devem continuar a receber seus salários e luvas de forma regular.
Foto: Facebook Vasco

