Com a participação de Larry Fink, da BlackRock, e Satya Nadella, da Microsoft, para apoiar alguns dos projetos de energia limpa de maior demanda do mundo, Bill Gates captou mais de US$ 1 bilhão em financiamento corporativo para a Breakthrough Energy Catalyst. A BlackRock planeja uma doação de US$ 100 milhões ao longo cinco anos por meio da fundação da gestora de ativos.
A Microsoft e os outros investidores – General Motors, Bank of America, American Airlines, Boston Consulting Group e ArcelorMittal – fornecem uma combinação de capital próprio e os chamados “offtakes”, ou acordos de compra vinculados aos projetos. “Não estamos fazendo isso para ganhar dinheiro”, disse Fink, CEO da BlackRock, em entrevista com Gates à Bloomberg Television.
“Estamos fazendo isso para semear essas ideias, para acelerar rapidamente as ideias”. Gates fundou a Breakthrough Energy Catalyst para acelerar a viabilidade comercial de quatro soluções-chave para a crise climática: hidrogênio verde, combustível de aviação sustentável, armazenamento de baterias de longa duração e captura de carbono do ar.
Na prática, a Catalyst fornecerá os recursos necessários para que projetos de capital intensivo decolem, antes que o financiamento de dívidas e fundos dos governos possam ser levantados para cobrir os 90% restantes do custo. Atualmente, nenhuma dessas quatro soluções é barata o suficiente para estimular a implementação generalizada.
Por exemplo, o combustível de aviação derivado de fontes mais sustentáveis, como resíduos industriais ou álcool, é cerca de cinco vezes mais caro do que o querosene. Idealmente, ao operar em escala, os projetos da Catalyst irão provar que a tecnologia subjacente pode ser competitiva em termos de custos e eliminar o “prêmio verde” sobre os padrões convencionais.
Foto: Justin Tallis/AFP/Agência Brasil
