Debater a Amazônia, desde as mudanças climáticas, e pensar a concretização do X Fórum Pan-Amazônico (FOSPA) em Belém foram os temas discutidos no encontro entre o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, e uma comitiva do grupo Internacional Progressista (IP). O encontro ocorreu na tarde desta sexta-feira, 20, no Solar da Beira. A coordenação de Relações Internacionais da prefeitura de Belém ajudou nessa organização e também participou ativamente da atividade.
O encontro foi em formato de roda de conversa e iniciou com o prefeito Edmilson Rodrigues, explicando como é governar uma cidade da região amazônica. “A experiência de governo com baixa capacidade de investimento, em uma cidade amazônica, que é alvo de grandes interesses de vários grupos econômicos, exige um participação popular”, comentou.
Um dos principais assuntos debatidos foi sobre a realização, em Belém, do X Fórum Social Pan-Amazônico, no mês de julho de 2022. O evento vai reunir mais de nove países da região, para discutir temas que envolvem a Amazônia e as populações nativas, urbanas e rurais, os trabalhadores que habitam essa região e os que escolheram viver nesse território, pois há vários fluxos migratórios na história da formação dos povos amazônicos.
Um dos coordenadores da Internacional Progressista, David Adler, perguntou ao prefeito Edmilson Rodrigues sobre o que o Fórum pode trazer de contribuição para Belém e ao estado do Pará. Segundo o gestor municipal, o Fórum será um local de falas e de solidariedade.
“Nós pretendemos que os noves países da Amazônia Internacional estejam representados. Os amazônidas têm o direito de falar sobre o seu futuro, mas queremos muito a solidariedade também de quem não é da região. Todos serão bem-vindos. Trata-se de um projeto civilizacional”, explicou o prefeito. “Em outubro, teremos um evento prévio do Fórum. Vamos realizar o Encontro dos Saberes Amazônicos, que vai envolver produtores das formas tradicionais do conhecimento e povos originários, que, juntos, podem, grandemente, contribuir com esse debate sobre a floresta, e como isso se conecta com um projeto de desenvolvimento urbano”, explicou Edmilson Rodrigues.
Por Agência Belém
Foto: Marcos Barbosa/Comus
