Na estreia da Copa América, Brasil vence Venezuela por 3 x 0

Começou na noite do domingo (13), em Brasília, a Copa América. A seleção do técnico Tite não teve grande atuação e mesmo assim venceu com facilidade, por 3 a 0, um adversário desfalcado de 11 atletas que contraíram a Covid-19. Mesma doença que, no sábado (12), matou 2.008 pessoas em 24 horas no país-sede do torneio. O zagueiro Marquinhos abriu o placar, ainda no primeiro tempo de uma partida não muito movimentada. 

Neymar, na segunda etapa, marcou seu 67º gol pela seleção, se tornando o segundo maior artilheiro da história da camisa verde e amarela, atrás apenas de Pelé. Gabriel Barbosa deu números finais ao jogo. Apesar das expectativas de que compareceria à abertura, Bolsonaro se limitou a postar uma foto em suas redes sociais ao lado de uma televisão e com a camisa do Brusque, de Santa Catarina –time patrocinado pela Havan, do aliado Luciano Hang. 

Bolsonaro também apontava, na imagem, para o logo do SBT, emissora que tem os direitos de transmissão do evento na TV aberta. Desde que assumiu o poder, o presidente tem sido um frequentador assíduo de jogos de futebol, em Brasília e em outras cidades. Foi à tribuna do Mané Garrincha em um jogo do Flamengo, por exemplo, que ele levou seu então ministro da Justiça, Sergio Moro, quando o auxiliar começava a sofrer desgaste com o vazamento de mensagens de suas conversas com integrantes da Operação Lava Jato, em 2019.

Bolsonaro também foi à final da Copa América de 2019, no Maracanã, entrou em campo e posou para foto ao lado dos jogadores brasileiros, com a taça de campeão do torneio. Horas antes do pontapé inicial deste domingo, houve aglomeração de um grupo de dezenas de torcedores em frente ao hotel em que a seleção se hospedou, nas imediações do Mané Garrincha. Pequenos grupos de torcedores também se aglomeraram em alguns pontos ao redor do estádio.

Também houve pequenos protestos contra a realização da Copa América, na capital federal e em São Paulo. A competição viu uma debandada de seus patrocinadores nas últimas semanas. Ambev e Mastercard, por exemplo, deixaram de apoiá-la. No estádio do Mané Garrincha puderam vistas propagandas da Sinovac, a farmacêutica produtora da vacina Coronavac, que já foi criticada por Bolsonaro e é uma das bandeiras do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Agência Brasil