Foto: Via WhatsApp
Por DOL
Os professores públicos municipais de Baião, nordeste paraense, estão em greve desde a última quarta-feira (16) em protesto contra salários atrasados e a ameaça de retirada de direitos. Nesta sexta-feira (18), docentes que faziam um ato ainda foram recebidos com spray de pimenta disparados por guardas municipais.
De acordo com informações de uma das professoras do município, que preferiu ter a identidade preservada, os servidores reivindicam contra o atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de setembro e contra uma possível retirada de um benefício.
O salário dos educadores, referente ao mês de setembro, ainda não foi pago, e a Prefeitura – comandada Jadir Nogueira Rodrigues (PSDB) – não informa uma data certa para que o débito seja quitado.
“A Prefeitura sinaliza pagar apenas no dia 21 deste mês, mas também afirma que esse pagamento pode ficar para o dia 30. É uma irresponsabilidade. Os repasses do Fundeb (fundo federal para educação) são realizados todo mês. Queremos saber o que está sendo feito com esse dinheiro”, indaga a professora.
Além disso, a Prefeitura enviou uma notificação para os professores avisando sobre a retirada do pagamento da Progressão Funcional Horizontal, um benefício previsto em lei dos educadores e que garante aumento de 5% dos salários a cada três anos.
“Há professores que ganham até 50% do salário com o benefício. Isso é um choque salarial muito grande. O prefeito alega que encontrou uma duplicidade de pagamentos durante uma auditoria, mas não instaurou nenhum procedimento administrativo para apurar essas irregularidades individuais. Essa vantagem é garantida por lei”, diz a educadora.
Os professores se reuniram, na manhã de hoje (18), em Assembleia e seguiram em passeata para a Prefeitura de Belém. No entanto, alguns educadores foram atingidos com disparos de spray de pimenta durante o ato.
“Nós só vamos recuar se ele [o prefeito] rasgar esse documento que ameaça a retirada dos nosso direitos”, concluiu a educadora.

