Home Mudanças no projeto do BRT em Belém podem explicar alguns problemas na obra

Mudanças no projeto do BRT em Belém podem explicar alguns problemas na obra

Mudanças no projeto do BRT em Belém podem explicar alguns problemas na obra

Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará

Vocês devem saber que as obras do BRT Belém foi iniciado no ano de 2012 na administração de Duciomar Costa. Desde então, que também já se passaram mais dois mandatos do prefeito Zenaldo Coutinho continua sendo um incógnita na cabeça do população de Belém.

Quando ele foi lançado em 2012, a promessa era a de que as obras instalariam corredores exclusivos no centro da Almirante Barroso e Augusto Montenegro, desde o distrito de Icoaraci até São Brás, totalizando um percurso de 20 km. O projeto também previa a instalação de paradas climatizadas a cada 700 metros, além de três estações de integração. Iria durar 18 meses, contando desde janeiro daquele ano.

Encerrou o prazo, e não havia nem sido entregue o viaduto do Complexo Viário do Entrocamento, o que viria a ser inaugurado em 2014, um após Zenaldo Coutinho assumir a Prefeitura ainda no primeiro mandato. No mesmo ano, houve uma licitação para continuidade das obras que avançaria na Augusto Montenegro, que só foi iniciado de fato em 2015.

Foram prazos e prazos prometidos pela gestão municipal, inclusive até prometido pelo Zenaldo em entrevista no Programa Bacana em 2015, a partir de 8:35, que você confere clicando AQUI e na segunda parte clicando AQUI. Até mesmo na ocasião, o atual gestor dizia estar negociando o BRT Centenário, que até agora nem sequer sair do papel.

Mas voltando ao BRT Belém… Em 2020, a Prefeitura de Belém anunciou a conclusão de todo trecho da obra na Augusto Montenegro. Bem, era pra ser assim, pois parece que muita coisa foi deixada por fazer.

Um exemplo são as ciclovias que nunca foram repostas, em partes da Augusto Montenegro ela não existe, obrigando os ciclistas a se arriscarem na pista do BRT, já em outras, criaram as calçadas compartilhadas com pedestres e ciclistas no mesmo espaço, o que não vem agradando nem um lado e nem outro. A promessa é que isso foi feito de forma provisória.

E as calçadas? Podemos dar o exemplo próximo da Estação José Homobono, que a calçada praticamente não existe, algo que já foi denunciado pelo Bacana News. Em vez disso, apenas os blocos de concreto.

Mas você deve-se perguntar: Mas qual motivo de existir os problemas nesta obras? Simples, as várias mudanças no projeto fizeram ele ser assim, e ainda agravadas pelas interrupções que o BRT teve.

Para não falarem que a gente estamos faltando verdade, encontraram nas redes sociais um vídeo com uma animação mostrando o projeto do BRT Belém, que foi postado no canal da Prefeitura de Belém há 6 anos atrás. Vemos algumas diferenças, como o Terminal do Maracacuera, que tinha o nome de Terminal Icoaraci, em que não seria na Augusto Montenegro ou as estações que pareciam maiores e que até tinham assentos para as pessoas que esperariam seus ônibus. Na época, quando começou as obras das Augusto Montenegro tinha o lema “Agora é Pra Valer”. O mais irônico é que colocaram um legenda escrito “ANIMAÇÃO MERALMENTE ILUSTRATIVA”. Confira:

Quer ver como a mudança pode ter influenciado nos problemas do BRT? Existe um vídeo de 7 anos atrás, que é visível as mudanças feitas, novamente falando sobre passarelas, ciclovias e calçadas em TODO o percurso do BRT, mostrando o Terminal Maracacuera em local onde não é onde fica atualmente. Bem, assistam e tirem as conclusões:

E ainda falam que esse problemas são fake news….