Home BACANA NEWS Moro pede à PGR que investigue presidente da OAB por suposto crime de calúnia

Moro pede à PGR que investigue presidente da OAB por suposto crime de calúnia

Moro pede à PGR que investigue presidente da OAB por suposto crime de calúnia

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Por Mayara Oliveira, Poder360

O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) pediu à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que investigue o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, por suposto crime de calúnia.

Nos ofícios (leia a íntegra aqui e aqui) encaminhados nesta quinta-feira (8), Moro afirma que Santa Cruz “fez declarações que podem caracterizar crimes”contra sua honra. Além disso, Moro também pede que as condutas sejam “apuradas e promovida a responsabilização criminal cabível”.

No documento, o ministro cita uma entrevista do presidente da Ordem à jornalista Mônica Bergamo, publicada pela Folha de S.Paulo em 26 de julho. Na ocasião, Santa Cruz disse que Moro “usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.

“A conduta do ofensor reúne elementos aptos ao enquadramento nos tipos penais de calúnia, injúria e difamação, com o que estou de acordo, além de consignar que o teor da manifestação repercutiu, efetivamente, sobre a minha honra subjetiva”, escreveu Moro no ofício.

Um dia antes da publicação da entrevista, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) João Otávio de Noronha disse, em nota, que recebeu uma ligação do ministro da Justiça, informando que seu nome constava na lista de autoridades hackeadas.

Na oportunidade, Moro disse que as mensagens obtidas pela operação Spoofing seriam descartadas para “não devassar a intimidade de ninguém”.

Em ofício encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Moro disse que não determinou ou orientou a PF (Polícia Federal) a destruir o material obtido.

A investigação apura invasões em números telefônicos de aproximadamente 1.000 autoridades, segundo a PF. Quatro pessoas estão presas preventivamente suspeitas de terem participado da ação.