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Casa da ONU no Pará

Casa da ONU no Pará

Foto: Agência Pará

Por Ruy Montalvão, Revista Bacana

RESPOSTA HUMANITÁRIA E AÇÕES EMERGENCIAIS PARA GARANTIA DE DIREITOS

Há pouco mais de um ano era inaugurada em Belém, a primeira Casa da ONU na Amazônia. O local abriga o escritório compartilhado das Nações Unidas(ONU), no Estado do Pará e suas agências como o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Infância, PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Para Janaína Galvão, chefe de escritório do ACNUR no Pará, a Casa da ONU, é uma oportunidade de estar próximo a outras agências, melhorar os mecanismos de coordenação e de troca de experiências.

“Em um momento em que é preciso ter uma resposta cada vez mais harmônica, a Casa da ONU nos permite entregar resultados integrados, o que chamamos “Delivery as ONE”, explica Janaina.

A coordenadora do território amazônico e chefe do escritório do UNICEF em Belém, Anyoli Sanabria López, explica que existe um termo de cooperação onde se estabelece, tudo que cada agência da ONU vai fazer em cada território.

“No caso do UNICEF, trabalhamos respaldados por esse termo que cobre cinco anos, de 2017 a 2021, com o objetivo de tgarantir que a política chegue com qualidade e equidade a toda criança e adolescente, a exemplo da Educação. Esse é um dos nossos desafios, explica Anyoli.
Uma das linhas de ação das agências tem sido no auxílio emergencial aos refugiados migrantes venezuelanos da etnia Warao. Segundo Janaina Galvão, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), estima-se a presença de 800 waraos no Estado do Pará. Desses, quase 500 estão em Belém.

Em tempos de COVID-19, Janaina explica como tem sido as ações de enfrentamento a pandemia junto a essa população.
“O Acnur em Belém tem dado apoio técnico e operacional às autoridades locais e parceiros da sociedade civil para aprimorar a resposta humanitária que vem sendo implementada no município frente à chegada de venezuelanos indígenas da etnia Warao” diz Janaina.

Segundo ela, o ACNUR tem apoiado na área de abrigamento, orientando as autoridades sobre padrões internacionais emergencial que possam garantir a segurança, saúde e dignidade à população acolhida.

“Estamos apoiando também com kits de higiene, lonas, redes, bebedouros, kits de cozinha, mosquiteiros, além de material informativo sobre saúde e Covid tanto em espanhol quanto em Warao”, completa Janaina.

“Eles são os mais vulneráveis dentro dos vulneráveis”

Para Anyoli Sanabria do UNICEF, os waraos migrantes, são os mais vulneráveis em tempos de pandemia.

“Eles são os mais vulneráveis dentro dos vulneráveis, por toda uma história, por toda uma falta de respostas oportunas que por uma ou outra razão não estavam disponíveis antes da pandemia”, Destaca Anyoli.

Com a pandemia de Covid-19 em marcha, as agências humanitárias aceleram suas ações para dar uma resposta mais eficiente junto a essa população. Como explica Anyoli Sanabria, coordenadora do território amazônico e chefe do escritório do UNICEF em Belém.

“Nós estamos trabalhando para prover água, saneamento, kits de higiene com instruções. Temos colaborado com monitores do próprio povo warao dentro dos abrigos para eles falarem como pares sobre as medidas de higiene com as famílias e para aprender sobre o uso dos kits de higiene. Provemos materiais, mas também informações essenciais de prevenção, além de apoio educacional, psicosocial e de proteção às crianças, destaca Anyioli.

Além de Belém, existem escritórios compartilhados da ONU em Salvador, São Paulo e a Casa da ONU no Brasil, com sede em Brasília.

A Casa da ONU em Belém, fica localizada no bairro de Nazaré e tem como objetivo fomentar a prática de um trabalho integrado entre os organismos do Sistema ONU no Brasil, na promoção do desenvolvimento humano sustentável.