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Por Sandy Brito, Revista Bacana
Fique em casa. Stay home. Stai a casa. No mundo, A frase é repetida todos os dias. A pandemia do Novo Coronavírus- COVID 19 exigiu que muita gente unisse forças na campanha de isolamento social para evitar a proliferação do vírus. No Pará, a medida de isolamento iniciou no final do mês de março por ordem do Governo Estadual, mesmo sem a confirmação de casos.
Um relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, mostra que o Brasil é o País com o maior número de pessoas ansiosas no mundo. 18,36 milhões de brasileiros – ou seja, 9,3% da população convivem com o transtorno. A rotina de isolamento em casa revelou que muita gente pode desencadear uma série de problemas de saúde, causados pela crise de ansiedade.
O que dizem os especialistas
“A saúde mental está relacionada ao sentimento de preocupação e medo excessivo e com a ansiedade. Quando sentimos esta sensação ou percebemos estes comportamentos pode-se dizer que estamos com um nível de estresse alto”, diz a doutora e mestre em teoria e pesquisa do comportamento, e professora da Universidade Federal Rural da Amazônia- UFRA, Daniela Castro.
É preciso trabalhar a mente durante o período de reclusão social, mesmo para quem não tem o diagnóstico de ansiedade. A sugestão é que as pessoas filtrem as informações e a frequência que se tem acesso a elas. “A prática de autocuidado que a OMS sugere é que para tentar amenizar a ansiedade, a angústia, o desespero as informações devem ser limitadas e buscá-las em fontes oficiais, evitando as fakes-News”, reforça a professora.
Para não contrair outras doenças relacionadas, professora Daniela indica ter uma rotina (nem tão rígida, nem flexível demais), ter cuidado com excesso de informação e se possível, possuir uma rede de apoio e suporte (social, familiar e trabalho). Respeitar seus limites, sempre. E pensar em novos projetos.
Convivendo com a ansiedade
Giovana de Sousa (20) é estudante de Jornalismo e convive com problemas de controle emocional há mais de cinco anos. Segundo a estudante o período da quarentena está sendo “Cheio de altos e baixos”. Giovana relata que começou a sentir o impacto da quarentena a partir da segunda semana. Das principais mudanças ela destaca o horário para dormir e a insônia.
“Depois de um mês sem sair de casa continuo trocando o dia pela noite, mas estou conseguindo aos poucos voltar ao horário normal de antes da quarentena (…) o que tem feito falta é a ida para faculdade onde via os amigos e amigas e poder ver o namorado”, destaca a estudante.
Durante toda a quarenta Giovana diz que saiu poucas vezes de casa e que apesar de estar portando máscara e álcool em gel estava o tempo todo com “o coração disparado e sentindo falta de ar (que nada tinha a ver com o covid)”, revela.
“Estou morrendo de medo de como será a próxima semana e como tudo vai funcionar daqui pra frente, o colégio onde estágio está de férias até o dia 30/04 mas não sabemos o que vai acontecer depois disso”, finaliza a estudante.

