Suposta filha de Pelé pode ser incluída na divisão da herança por testemunho deixado pelo jogador

O rei Pelé, que morreu no final de 2022, deixou um testemunho indicando que 30% do patrimônio do ex-jogador será destinado à viúva, Márcia Aoki, com quem foi casado desde 2016.

A declaração ressalta também que há a chance de Pelé ter mais uma filha, que pode ser incluída na divisão da herança caso a paternidade com o ex-jogador de futebol seja comprovada por meio de um exame de DNA. Em Itaquera (SP), Maria do Socorro Azevedo tenta, com apoio da Defensoria Pública, comprovar paternidade com Pelé.

Um teste de DNA foi solicitado e dirá se o material coletado é compatível. O caso segue em segredo de justiça. Sandra, uma das filhas de Pelé, conseguiu confirmar o parentesco com o pai após uma longa luta na justiça. Os herdeiros de Pelé foram sujeitos ao exame de DNA para confirmar, ou não, a ligação de paternidade com o jogador.

Caso viessem a recusar o teste, a realização do inventário se estenderia por mais tempo. Os herdeiros testamentários tiveram acesso ao documento apresentado pelo juiz. Eles estão aguardando o término do levantamento dos bens deixados por Pelé para que o valor final seja confirmado e distribuído. 

Márcia deseja ser a inventariante dos bens – pessoa responsável por listar toda a herança e seus beneficiários. Junta dos filhos do ex-jogador, eles analisam o melhor acordo para essa situação. O ex-goleiro e atual técnico Edinho, filho de Pelé, entrou com pedido na justiça para ser o inventariante da repartição da herança, o que foi inicialmente negado.

A juíza Suzana Pereira da Silva, da 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos entendeu que a viúva Márcia Aoki fica responsável por administrar e distribuir os bens. 

Foto: Facebook Pelé