Por desvios na BR Distribuidora, Fachin pede pena de 33 anos para Collor

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação do ex-presidente Fernando Collor a uma pena de 33 anos, 10 meses e dez dias de prisão. Collor é acusado em ação penal da Operação Lava Jato de receber propina de um esquema de corrupção na BR Distribuidora. 

Relator do processo, Fachin considerou o ex-presidente culpado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em 2017, a 2ª turma do Supremo tornou Collor réu por esses crimes. “Entendo que o conjunto probatório é sólido para confirmar o seguinte: como corolário do controle exercício sobre a BR Distribuidora, na qualidade então de senador da República e do protagonismo exercido no âmbito do Partido Trabalhista Brasileiro, o acusado, Fernando Affonso Collor de Mello, recebeu, com auxílio de Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, vantagem indevida no valor de 20 milhões de reais, como contraprestação à facilitação da contratação da UTC Engenharia pela BR Distribuidora”, declarou Fachin. 

O ministro Alexandre de Moraes, revisor do processo, acompanhou o voto do relator Fachin.  A denúncia foi apresentada em 2015, pelo então PGR, Rodrigo Janot, em processo da Lava Jato.

De acordo o MPF, entre 2010 e 2014, Collor teria solicitado e aceitado promessa para viabilizar irregularmente um contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a BR Distribuidora e a Derivados do Brasil, e nesse sentido, teria recebido vantagem indevida. O julgamento foi suspenso após os dois votos e será retomado na quinta-feira. 

Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil