Paralisação na Agência Nacional de Mineração deixa Parauapebas sem a Cfem

Parauapebas e Canaã dos Carajás, os dois maiores municípios mineiros do Pará, são os dois primeiros no ranking de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

A suspensão temporária dos recursos, ocorrida recentemente, pode provocar sérios prejuízos na economia dos municípios, onde há uma dependência muito grande da atividade minerária. Impactados pela atividade mineral em todo o país, já estão sentindo nos cofres o atraso no pagamento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

Os servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) decidiram ficar esta semana inteira paralisados. Segundo representantes da categoria, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos não abriu diálogo suficiente para atender às demandas dos trabalhadores.

A paralisação vai até sexta-feira (14/07), quando realizará uma nova assembleia. A categoria mantém 30% do efetivo porque trabalhando, por lei, não é permitido paralisar setores que fiscalizam barragens ou minas subterrâneas que tragam algum risco à vida. Setores mais burocráticos, voltados à concessão para extrações de minerais, cessão e distribuição de direitos, seguirão paralisados.

Alguns funcionários já estão sem exercer atividades há três semanas, em função das demandas não atendidas. Em maio, a categoria fez dois dias de paralisações. No mês seguinte, foram três; em julho, sete. A categoria vem esticando a corda como estratégia para chamar a atenção do governo.

Na última terça-feira (4), a categoria realizou mais uma assembleia e constatou que não houve avanços. Por isso, o volume de dias de paralisações tende a aumentar.

Foto: Maycon Nunes – Agência Pará