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Por Paulo Jordão, VER-O-FATO
O corpo da desembargadora Nadja Nara Cobra Meda está sendo velado no Salão Nobre do edifício-sede do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) por familiares, amigos e autoridades do âmbito jurídico. Ela morreu nesta madrugada, no hospital Adventista de Belém, em decorrência de insuficiência renal, que ocasionou falência múltipla dos órgãos.
O velório segue até amanhã (19), quando será celebrada a missa de corpo presente, às 9 horas no Salão Nobre, seguindo o cortejo para o crematório da Max Domini II, localizado na BR 316, em Marituba.
“É uma perda muito grande para o Poder Judiciário”, lamentou o presidente do TJPA, Leonardo de Noronha Tavares, que ressaltou a dedicação da colega. “Era uma magistrada dedicada, que estava sofrendo há algum tempo de problemas renais, fazia hemodiálise quase diariamente e ia trabalhar. Julgou processos até segunda-feira, sempre prestando um grande serviço ao Judiciário paraense”, disse.
A desembargadora deixa três filhos e quatro netos. Muito emocionado, o advogado Eduardo Cobra Meda, um dos filhos dela, lembrou a atuação da mãe. “Ela foi uma pessoa atuante, uma mulher justa, e sempre acreditou na justiça. Uma catarinense que com 17 anos veio a Belém e dedicou sua vida toda ao estado do Pará. Era uma grande defensora dos direitos humanos, um exemplo de luta, de mulher honesta, e seu legado permanece conosco”, destacou.
Diversas autoridades, como o governador do estado do Pará, Hélder Barbalho e o procurador-geral de Justiça do MP, Gilberto Martins, prestaram suas homenagens à magistrada. O servidor Hely Júnior, assessor da desembargadora, também homenageou a magistrada, cantando a música My Way, de Frank Sinatra.
A Presidência do TJPA estabeleceu luto oficial de três dias no Judiciário de todo o Estado, permanecendo as bandeiras a meio mastro. O expediente forense foi suspenso no dia de hoje.
Biografia
Nascida em 9 de abril de 1956 em Florianópolis (SC), a desembargadora tomou posse na magistratura em 16 de setembro de 1985, no Fórum de Abaetetuba. Foi promovida à 2º Entrância em 7 de novembro de 1986, quando assumiu a Vara Única da Comarca de Alenquer. Passou pela Vara Única da Comarca de São Miguel do Guamá e pela 2ª Vara Penal da Comarca de Santa Isabel do Pará.
Em 10 de agosto de 1999, foi promovida à 3ª Entrância na 2ª Vara Criminal de Belém. Em 26 de fevereiro de 2016, a magistrada tomou posse no desembargo. No biênio 2017-2019, foi membro do Conselho da Magistratura. A desembargadora presidia a 2ª Turma de Direito Público e integrava a Seção de Direito Público.

