Foto: Remo Casilli/Reuters
Por AFP
O número de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs) diminuiu pela primeira vez na Itália desde a explosão da pandemia há mais de um mês, anunciou a Proteção Civil neste sábado (4).
De acordo com o chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli, o total de doentes de Covid-19 em UTIs nos hospitais italianos voltou a se situar abaixo de 4.000 (3.994, contra 4.068 da véspera).
“É uma notícia importante, porque permite aos nossos hospitais respirarem. É a primeira vez que este número cai desde que administramos esta crise”, explicou.
A queda foi detectada em particular na Lombardia (norte), a região mais afetada, onde os hospitais estão lotados, com 1.326 pessoas em CTIs, ou seja, 50 a menos do que na véspera.
Segundo o balanço diário divulgado pelas autoridades, 681 pessoas morreram por causa da Covid-19 nas últimas 24 horas, um recuo de 10% na comparação com o dia anterior.
Esse número de mortes “está em diminuição constante. Quero lembrar que [em 27 de março] alcançamos um teto, com cerca de 1.000 mortos” destacou Borrelli.
Auxílio ucraniano
A Ucrânia, que prevê um aumento significativo de casos de Covid-19 nas próximas semanas, enviou médicos para a Itália para que eles deem auxílio e também ganhem experiência.
Uma equipe de 20 médicos que inclui cirurgiões, anestesistas e enfermeiros será empregada na região de Marche por duas semanas, segundo o embaixador italiano na Ucrânia, Davide La Cecilia.
“O serviço de saúde no nosso país está em uma situação de stress, e precisamos muito de pessoal médico. Estamos felizes pelo envio dessa ajuda humanitária da Ucrânia”, ele afirmou.

