Em Santarém, moradores reclamam e denunciam o surto populacional do inseto “mosca-do-milho”

A invasão de insetos da família Syrphidae, mais popularmente conhecida como Mosca-das-Flores, é denunciada pelos moradores da comunidade Nova Esperança, localizada na região do Ituqui (área de várzea) de Santarém. De acordo com os relatos dos moradores, houve um aumento populacional desordenado da espécie em questão nas comunidades da região em decorrência das grandes plantações de monocultura de milho, por conta da floração.

Devido esse excesso populacional, os mosquitos estão se expandindo para toda a comunidade trazendo muito incômodo para a população. 

As “Moscas-das-flores” (Também comumente conhecidas como moscas-lambe-olhos, mindinho do milho ou até moscas lambe-lambe dependendo da região onde estão localizadas) são Sirfídeos (da família Syrphidae) e constituem uma família de moscas (ordem Diptera) que, tal como o nome sugere, são encontradas, geralmente, junto a flores, onde estes insetos, na sua forma adulta, se alimentam do néctar e do pólen das flores.

Diferentemente das demais moscas como a mosca doméstica ela não é atraída para as nossas casas em busca de alimento, como alimento orgânico, resíduo de alimento, enfim ou fezes, pois elas só se alimentam de pólen. Logo elas são insetos benéficos porque fazem a polinização das plantas das quais nós utilizamos para nossa alimentação. 

Na fase jovem essas moscas são chamadas de larvas e elas são predadoras vorazes. Elas se alimentam de outros insetos que são pragas de lavouras, tipo pulgões, trips e etc. Então esses insetos em linhas gerais são benéficos. Os adultos polinizam as plantas e os jovens controlam as pragas. E isso é importante porque isso reduz a aplicação de inseticida, diminui a contaminação do solo, água, do ar e assim nos traz mais saúde.

Em relação ao aumento abrupto do contingente populacional dessa espécie na região, vários fatores que podem estar relacionados. Segundo ele, todo o inseto, “quando em equilíbrio natural, as suas populações são controladas, seja por fatores ambientais, seja por fatores bióticos (predadores).

A queixa dos comunitários em relação ao aparecimento, em grande quantidade e de forma desordenada, desse inseto é, para muitos, relacionado a grandes extensões de cultivos de monocultura de milho nessas regiões.

A floração do milho é o período onde acontece o descontrole populacional da mosca, logo, os comunitários reclamam de mais esse aspecto, desagradavél, em relação ao desenvolvimento extenso das monoculturas de milho e soja nas comunidades. 

Foto: Agência Pará