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Audiência pública na Câmara de Santarém debate sobre coleta seletiva de resíduos sólidos

Audiência pública na Câmara de Santarém debate sobre coleta seletiva de resíduos sólidos

Foto: Kamila Andrade/G1

Por Kamila Andrade, G1 Santarém

A Câmara Municipal de Santarém, no oeste do Pará, promoveu uma audiência pública nesta terça-feira (6), para debater sobre a coleta seletiva de resíduos sólidos. A audiência foi solicitada pelo vereador Júnior Tapajós (PR).

Participaram da audiência representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente (Semma) e Infraestrutura (Seminfra), além da Cooperativa de Reciclagem de Santarém (Coopresan), Cooperativa Perema Recicla (Coopere), OAB e instituições de ensino superior.

O objetivo da audiência além de debater sobre o descarte de lixo do município, foi firmar compromisso de conscientização de cada participante para que levem para a organização que representam, princípios de seletividade do lixo, assim ajudando com exemplos para a sociedade, também auxiliando as cooperativas na coleta dos resíduos sólidos.

De acordo com o vereador Júnior Tapajós, a educação e conscientização são as melhores ferramentas para que as pessoas possam de alguma forma contribuir para que a seleção do lixo, e que para que reciclagem ajude na destinação dos materiais.

“Foi detectado que muito do que é descartado no meio ambiente, como, sacos plásticos, garrafas pets e vidros podem ser reciclados, pois já temos na cidade, cooperativas que fazem esse serviço, que é a reciclagem”, destacou Junior Tapajós.

Ainda de acordo com o vereador, a reciclagem é geração de renda e empregos, pois muitas famílias tiram desse meio o seu sustento. A reciclagem desses materiais sólidos é importante para o meio ambiente, porque ele não absorve tão rápido.

“O lixo que muitas vezes descartarmos, gera emprego e renda para outras pessoas, além de não causar danos ao meio ambiente. As instituições que foram convidadas são aquelas que de alguma forma contribuem ou podem contribuir para essa coleta”, ressaltou.

O presidente da Coopresan, Rondinele Vieira destacou que a audiência foi um grande passo para tratar sobre o assunto, que é só um começo, mas que já foi um avanço. A educação é fundamental para o debate.

“Nós temos na nossa cidade um lixão, não é um aterro, é um lixão. E nesse local são despejadas cerca de 170 toneladas de lixo por dia. E nós enquanto cooperativa resolvemos parar de reclamar e também não esperar mais nada do poder público. Começamos a educar sobre a profissão dos catadores, pois existia uma barreira entre eles e a sociedade”, destacou Rondinele.

A cooperativa começou a trabalhar na educação infantil sobre o que faz no aterro. Atualmente, tem parceria com universidades e também compartilha conhecimentos e experiências das atividades que são exercidas como uma cooperativa de reciclagem.

A representante da Semma, Sabrina Aguiar, ressaltou que a secretaria trabalha na educação ambiental e que há projetos voltados à questão do descarte do lixo no município.

“O trabalho da Secretaria é totalmente realizado através da educação ambiental. Trabalhamos diretamente com as comunidades, juntamente com associações de bairros, inclusive com a própria cooperativa. As parcerias são realizadas para fortalecer esse trabalho. Temos um projeto em andamento para que o esporte possa levar conscientização à comunidade na questão da reciclagem”, frisou.

Uma nova roupagem de coleta de lixo deve ser instalada na cidade, segundo o representante da Seminfra, José Palheta. A forma da nova coleta ainda deve passar por estudos.

“Não adianta coletar o material separado e não termos para quem distribuir, mas os estudos sobre o tema estão sendo realizados, pois esse material fomenta a parte econômica também. Além de ajudar a não degradar de forma impactante o meio ambiente”, finalizou.