Foto: Carlos Silva/Reuters
No dia 12 de fevereiro de 2005, a Irmã de Notre Dame Dorothy Stang foi morta com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade. Ela era defensora da reforma agrária e foi responsável pela criação do primeiro programa de desenvolvimento sustentado da Amazônia, em Anapu.
Com o projeto, vários fazendeiros e madeireiros tiveram suas terras confiscadas pelo Incra. Segundo o Ministério Público, a morte da missionária foi encomendada pelos fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Galvão, o Taradão.
Amair Feijoli da Cunha, o Tato, foi intermediário do crime. Rayfran das Neves Sales e o comparsa, Clodoaldo Carlos Batista, foram os executores de Dorothy.
O crime ganhou repercussão internacional, chamando a atenção de entidades ligadas aos direitos humanos e a reforma agrária na Amazônia.
Quinze anos após sua morte, Anapú, município onde atuou, desponta com 19 assassinatos de lideranças e defensores da floresta, nos últimos cinco anos (2015-2020).
Por isso, ao completar 15 anos do assassinato de Dorothy, será realizado um ato público “Em defesa da Amazônia e memória de Irmã Dorothy Stang”.
O ato publico iniciará com uma celebração inter-religiosa e na sequência haverá fala das instituições intercaladas com alguma intervenção cultural(musica e/ou poesia)
No mesmo dia, o Papa Francisco lançará a exortação apostólica: “Querida Amazônia”, resultado das reflexões feitas durante o sínodo para a Amazônia.
Serviço:
Ato público “Em defesa da Amazônia e memória do martírio e Dorothy Stang”
Local: Praça do Operário- São Braz
Data: 12 de fevereiro de 2020, às 18 horas.

