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Arquivo Publico do Pará abre atividades de 2018 com visita monitorada

Arquivo Publico do Pará abre atividades de 2018 com visita monitorada

epois de quase quatro meses da reinauguração, o Arquivo Público do Estado do Pará abre o calendário cultural de 2018 com programas de visitas monitoradas. A primeira será nesta sexta-feira, 23, e é destinada a todos os públicos. A programação será realizada uma vez ao mês, com o objetivo de aproximar o Arquivo da comunidade.

Nessa visita será mostrado o papel e a riqueza do acervo da instituição. O trajeto da visita se inicia pelo salão de atendimento, com exposição sobre o histórico do espaço, o papel institucional e os tipos de documentos que ele guarda. Após isso, a visita se estenderá para os demais setores.

O público conhecerá, entre outras raridades, a ata de Adesão do Pará à Independência, mapas do período colonial, Cartas das Sesmarias, Autos de Liberdade dos Negros Escravizados, um dos documentos mais antigos do arquivo, datado de 1649. Os visitantes poderão também ver de perto documentos históricos de diversas épocas, desde o período colonial até o período republicano. Uma área importante da visita será o setor de preservação e conservação do arquivo, sendo que os visitantes poderão conhecer algumas técnicas aplicadas à preservação e à conservação no suporte de papel.

As cartas das Sesmarias estão entre os documentos mais importantes do Arquivo Público. Datada de 1375, foi estabelecida em Portugal e seu objetivo era ajudar no avanço da agricultura, que se encontrava abandonada em virtude das batalhas internas e da peste negra. Essas informações possuem relevância nacional, pois além dos dados fundiários relativos ao Estado do Pará, há documentos do Maranhão, Piauí e Ceará. O inventário da documentação do Arquivo Histórico Ultramarino, sediado em Lisboa, foi realizado na década de 90 do século passado, correspondendo a todos os documentos referentes ao Brasil encaminhados a Portugal.

Restauração

O Arquivo Público do Pará completou 116 anos e passou por uma reforma arquitetônica, sendo reaberto no dia 25 de outubro de 2017. A instituição possui um acervo de cerca de quatro milhões de documentos, entre escrituras, inquéritos e iconografias, produzidos a partir do século XVII, assim como documentos referentes às áreas limite ao atual estado brasileiro, incluindo os países da Pan-Amazônia.

As visitas ainda são restritas a universidades ou faculdades que queiram trazer seus alunos para conhecer o espaço, normalmente do curso de história, mas com a visitação aberta ao público o Apep pretende atrair mais pesquisadores e visitantes em geral, visando à aproximação dos interessados do acervo e do próprio arquivo, que é um patrimônio de todos.

A partir de março também será realizado o “Café no Arquivo Público”, que levará ao espaço, uma vez ao mês, um professor da área de história ou arquivologia, para ministrar palestra. Essa iniciativa também foi criada com o intuito de aproximar o Arquivo, como instituição de pesquisa, da população.

Quando o Arquivo Público estava no espaço improvisado ele conseguia atender somente quatro pesquisadores por dia. Durante o mês de dezembro do ano passado, quando voltou a funcionar no prédio localizado no centro comercial, o arquivo recebeu 126 pesquisadores. Esse número é surpreendente para um órgão arquivológico público. Hoje, o espaço consegue atender até 20 pesquisadores ao dia.

A preservação do arquivo garante a perenidade da informação, que irá produzir conhecimentos a cerca de cidades, pessoas, lugares, países, grupos sociais. “O arquivo é responsável pela manutenção da memória de um povo e de uma nação. Hoje, o público que visita o Apep ou precisa acessar o acervo vai encontrar condições mais confortáveis, como banheiro, elevador de acesso, terminais para recarregar celulares e notebooks; novos equipamentos como computadores, sistema de alarme contra incêndio”, diz o diretor do Arquivo, Leonardo Torii, que ressaltou ainda ter havido a melhora das condições do trabalho dos servidores, promovendo a evolução na recepção e percepção dos visitantes. Os interessados em agendar visitas podem realizar a inscrição antecipada pelo telefone do Arquivo Público. E a visita é grátis.