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Anitta em pauta

Anitta em pauta

Com todo o sucesso, não poderia ser diferente, Anitta gera polêmica e divide opiniões.

Comentaristas de nome expõe opiniões totalmente contrárias sobre a musa pop brasileira.

Após o colunista do jornal O Globo, Nelson Motta, se desfazer em elogios, o historiador e comentarista da Jovem Pan, Marco Antonio Villa soltou o verbo contra a moça.

Nelson Motta escreveu em sua coluna:

“Anitta é a artista do momento, a mulher do ano, sucesso internacional, embora muitos ainda a chamem de “funkeira”, pejorativamente, para confiná-la em uma favela musical. Mas por que ela também incomoda tanto? Não tem voz! Gritava a velha guarda quando João Gilberto apareceu há 50 anos, em defesa das “grandes vozes” da Rádio Nacional. Gritaram de novo com Anitta, mas sua participação impecável na abertura das Olimpíadas, a convite de Caetano Veloso e Gilberto Gil, além do aval dos mestres, calou as bocas e encheu os ouvidos com uma voz doce, afinada e suingada. Quem se proporia o desafio de lançar um clipe por mês durante um ano? E mais: com ótimas músicas em português, espanhol e inglês, de bossa nova eletrônica a reggaeton e funk de favela, filmados da Amazônia ao Vidigal, com Anitta enlouquecendo o Brasil com seu biquíni de fita isolante. Nunca um artista brasileiro foi tão longe e tão alto no mundo ultracompetitivo do pop internacional. E ela está só começando.”

Já Marco Antônio disse tudo o que pensava, ao vivo, no Jornal da manhã, na última terça-feira (09).

“A cantora Anitta é o melhor exemplo da decadência cultural do Brasil. A música ‘Vai Malandra’ e o vídeo são uma das coisas mais racionárias que eu vi na minha vida. A desqualificação da mulher é um absurdo. Não vou chamar de versos na letra, que seria exagero. Ela está com uma bota com a bandeira do Brasil. Observe que há toda uma mercantilização do corpo da mulher e uma idealização da favela, que é favela mesmo, não é comunidade. É favela. Nós não podemos pelo nome transmudar, através de uma palavra, uma vergonha nacional, que é a existência das favelas. As pessoas não podem morar naquelas condições de vida terríveis, naquele espaço marcado pelo crime, não pode. As pessoas têm que morar em condições adequadas. Morar ali é impossível, e não há meio de reformá-las. O vídeo dá nojo, dá asco. Chamaram isso do ‘novo hino nacional brasileiro”, completou, inconformado.

Mas não podemos esquecer que no fim do ano passado, o hit “Vai Malandra” fez a cantora saltar 30 posições no Social 50, ranking da Billboard americana que lista a popularidade de artistas na Internet, chegando à 10ª posição, desbancando nomes como Lady Gaga e Beyonce.

E aí, qual a opinião de vocês?