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Além de ser maioria na área da educação, mulheres também estão mais qualificadas

Além de ser maioria na área da educação, mulheres também estão mais qualificadas

Dados do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social de 2016, apontam que, no Brasil, as mulheres são maioria nas escolas, universidades e cursos de qualificação e atualização profissional. A participação feminina em todas as profissões cresceu consideravelmente nas últimas décadas, especialmente na área da educação, onde elas já eram maioria.

A Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), por exemplo, tem no seu quadro de professores 15 mil servidoras. No ano passado, o Centro de Formação de Profissionais de Educação Básica (Cefor) promoveu a formação de 3.375 profissionais em 81 municípios, destes, 70% são do sexo feminino.

O professor Carlos Miranda, diretor de Desenvolvimento de Pessoas da Seduc (DDP), ao qual está vinculado o Cefor, detalha que o dado é surpreendente, pois diferente dos homens, as mulheres têm particularidades que mostram o quanto são fortes na luta pela conquista do espaço no mercado de trabalho. “Elas são um exemplo de determinação e superação para toda a sociedade, pois conseguem conquistar esse espaço e ainda enfrentam a dupla jornada de trabalho, marido, gravidez, filhos, todas as peculiaridades do gênero”, destacou.

A professora de História Geny das Mercês Ferreira, que atua como Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), e Joseane Figueiredo, formada em Matemática, diretora de Ensino Médio da Seduc, enquadram-se nessa estatística, cujas carreiras elas incrementam com formações e atualizações que as habilitam a “servir” com a melhor performance possível à educação.

Geny Ferreira, que se formou para contar aos seus alunos como os fatos do passado desenham o presente e definem o futuro, desde 2008 deixou de ser apenas uma docente da rede pública estadual para ser um forte elo entre os professores de todas as disciplinas e os alunos surdos que precisam ser incluídos não só à turma na sala de aula, mas à sociedade. Ao longo de dez anos, ela fez três especializações em Libras e voltou à sala de aula para fazer a segunda graduação em Letras Libras, pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), por meio do Plano Nacional de Formação de Professores (Pafor).

Geny e Joseane fazem parte da estatística do Ministério do Trabalho sobre mulheres que fizeram uma graduação universitária e continuaram a pavimentar a carreira com novas formações. Elas integram uma parcela de 39,1% de mulheres que se enquadram nessa categoria (os homens são 33,5%). “O profissional em Libras precisa aperfeiçoar-se constantemente para ajudar pessoas com deficiência auditiva a entenderem o mundo de forma diferente de um ouvinte normal”, reconhece Geny. Atualmente, a professora está atuando como intérprete na Escola Estadual Jarbas Passarinho, em Belém. “Desde o primeiro contato que tive com a Linguagem de Sinais, senti que era minha grande vocação”, acrescentou.

A qualificação e a experiência como educadora foram determinantes para que a professora de Matemática Joseane Figueiredo assumisse o cargo de Diretora de Ensino Médio da Seduc, há quase três anos. Mesmo a secretaria sendo uma instituição com predominância de mulheres, a direção do Ensino Médio, nos últimos 12 anos, foi ocupada por homens.

Especialista em Educação, a diretora tem outras três especializações na área da docência e sempre está disposta a utilizar parte do tempo livre do trabalho em novas formações. “Meu pai era também professor de Matemática da rede pública estadual; então, desde cedo convivi com a educação, pela qual sempre tive grande paixão. Portanto, trabalho focada em constantes formações. É o melhor caminho para um profissional de carreira no serviço público”.