Em uma parceria que mescla cooperação e futura concorrência, a Uber integra veículos autônomos da Waymo em seu aplicativo em cidades como Phoenix e San Francisco, obtendo comissões sem gerenciar motoristas humanos. Analistas, no entanto, alertam que a Uber pode estar, voluntariamente, alimentando o algoritmo que a substituirá a longo prazo. Ao ceder sua base de clientes e dados valiosos de rotas para a Waymo, a empresa entrega a chave para seu próprio modelo de negócios.
Especialistas projetam que, com uma avaliação de US$ 110 bilhões e capital abundante, a Waymo poderá construir seu próprio ecossistema direto ao consumidor até 2030, tornando a interface da Uber desnecessária e eliminando o intermediário. O impacto social dessa transição tecnológica é profundo e calculado. Para as empresas de mobilidade autônoma, os cerca de 7 milhões de motoristas de plataforma no mundo representam um custo variável a ser zerado, frente à eficiência dos robôs, que operam 24 horas sem benefícios e retêm toda a margem da corrida.
Foto: UBER
