Home Notícias Corporativas Grupo Sabin amplia portfólio para diagnóstico da Atrofia Muscular Espinhal

Grupo Sabin amplia portfólio para diagnóstico da Atrofia Muscular Espinhal

Menos de um ano após o lançamento do Teste Genético da Bochechinha, o Grupo Sabin anuncia mais uma novidade no portfólio de triagem neonatal: o exame também traz diagnóstico da Atrofia Muscular Espinhal – AME 5q ou SMA (Spinal Muscular Atrophy).

A AME está no rol das mais de 6 mil de doenças genéticas diagnosticadas no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada 100 mil nascidos vivos, sete são diagnosticados com AME no país, onde o número de casos confirmados chega a 8 mil. A definição de doença rara, grupo do qual a AME faz parte, engloba condições que afetam até 65 pessoas em um grupo de 100 mil indivíduos.

O trabalho foi desenvolvido a partir da análise do gene SMN1, causador da Atrofia, explica o coordenador do setor de Genômica do Sabin, Gustavo Barra. À frente da equipe de pesquisadores que desenvolveu a metodologia, o especialista detalha que esta é uma evolução pautada pela inovação no DNA. “Produzimos dentro de casa a metodologia para rastreio da alteração genética e com identificação precoce da AME com apenas uma amostra e resultado em 15 dias. Com isso, o tratamento pode ser iniciado mais cedo”, destacou.

Sinônimo de inovação e modernidade, o teste é rápido, seguro e indolor. “A coleta da saliva é feita com um tipo de cotonete, na parte interna da bochecha do bebê. Leva pouco mais de um minuto. Com os dados obtidos, nosso time de especialistas busca as alterações genéticas que podem causar a AME ou outras doenças”, explica a médica geneticista Rosenelle Araújo, que integra o time que desenvolveu a metodologia.

Outro detalhe relevante é que o teste de triagem neonatal, contribui para identificação de condições genéticas, desde as endócrinas, metabólicas, condições de manifestações renais, pulmonares, neurológicas, dentre muitas outras. “O laudo fica pronto em, no máximo, 15 dias úteis e se for identificado elevado risco clínico para alguma das condições genéticas analisadas, recomendamos uma nova avaliação por um especialista “, destaca Barra. No caso da nova metodologia para diagnóstico de AME, o processo ganhou mais agilidade, o que encurtou o prazo para entrega dos resultados sem aumentar o custo para o cliente.

“Com esta inovação ao adquirir o Teste Genético da Bochechinha o paciente irá receber o laudo completo. O mais importante é oferecer precisão diagnóstica para que os bebês e suas famílias tenham a segurança de um acompanhamento adequado e cuidado personalizado”, detalhou Gustavo Barra.

Investimento em ciência a favor da saúde

Resultados dos contínuos investimentos da empresa para melhor atuação e entrega do setor de Pesquisa e Desenvolvimento, a novidade passou por validações internas até ser inserida no Teste Genético da Bochechinha, oferecido nas unidades Sabin. O exame foi lançado com sucesso pela empresa em julho de 2021 e fornece avaliação rápida, permitindo detecção das condições genéticas não identificadas em outros exames neonatais.

“Assim é possível assegurar tratamento correto para diversas doenças que podem se manifestar na primeira infância, antes mesmo dos sintomas aparecerem, evitando possíveis sequelas e óbitos. Com a AME não é diferente: estamos falando de uma doença neuromuscular progressiva, degenerativa e de caráter genético, que interfere na capacidade do organismo produzir uma proteína essencial para sobrevivência dos neurônios motores, que garantem o controle e força musculares. É uma importante causa genética de morte em crianças menores de dois anos no mundo. Por isso, a melhor escolha é sempre buscar o diagnóstico precoce para iniciar o tratamento o quanto antes”, explica a geneticista.

Ainda segundo a médica, o Teste Genético da Bochechinha também pode ser eficaz no complemento dos resultados do Teste do Pezinho. “Com o Teste Genético da Bochechinha, recebemos um diagnóstico preciso, rápido e abrangente, feito a partir da análise do DNA do bebê. É possível identificar alterações em mais de 390 genes associados a doenças tratáveis. Mas é importante salientar que ele não substitui o Teste do Pezinho. Ambos se complementam e estão inseridos no contexto das triagens fundamentais para os bebês, que inclui os testes do Olhinho, da Orelhinha e do Coraçãozinho”.