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Rodízio de ambulantes no centro comercial de Belém gera reclamações

Rodízio de ambulantes no centro comercial de Belém gera reclamações

Foto: Agência Belém

Por G1 Pará

O rodízio de vendedores ambulantes no centro comercial de Belém, determinado pela prefeitura durante a pandemia de Covid-19, tem gerado muitas reclamações entre a categoria. São 1.800 trabalhadores informais no centro de compras de Belém, sendo que o rodízio afeta mais diretamente 250 ambulantes que trabalham em barracas na rua Conselheiro João Alfredo.

Segundo o decreto municipal n° 96.530, publicado na última sexta (19), metade dos vendedores pode trabalhar nas segundas, quartas e sextas; e a outra, nas terças, quintas e sábados.

Para o comerciante Charles Pimentel, faltou representatividade dos ambulantes na tomada de decisão.

“O trabalhador não aceita o rodízio, porque as lojas estão trabalhando e só os ambulantes ficaram prejudicados”, afirmou.

Para garantir o cumprimento, a prefeitura montou um comitê de segurança, envolvendo agentes da Guarda Municipal, Ordem Pública e da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob).

A coordenadora geral de Ordem Pública, Elizete Cardoso, explicou como funcionam as fiscalizações. “Estamos fiscalizando e se houver necessidade pode haver o bloqueio das vias para que não haja aglomeração. No segundo momento, verificar se está sendo cumprindo protocolos específicos de saúde e higiene”, disse.

Com a reabertura do comércio, um acordo determinou o cumprimento de medidas de prevenção ao novo coronavírus, mas não haviam sido totalmente cumpridas, de acordo com o comitê. As ações agora servem para alertar e também multar em caso de descumprimento. Até então, foram 27 multas em pessoas físicas e 7 em pessoas jurídicas do comércio.