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Por Wesley Costa, DOL
Para proteger seus colaboradores e associados do novo coronavírus, clubes sociais, recreativos e esportivos de Belém, suspenderam a maioria das atividades atendendo as recomendações das autoridades de saúde e ao decreto do Governo do Estado sobre a restrição de aglomeração.
As quadras poliesportivas, piscinas, salões de festas, bares e restaurantes estão interditadas por tempo indeterminado. Em entrevista ao DIÁRIO, os presidentes de três clubes tradicionais da capital paraense disseram que esse é um momento de união para combater a Covid-19.
A Assembleia Paraense (AP) teve de mudar drasticamente a rotina em seu espaço. Segundo o presidente da AP, Afonso Lobato, as atividades do clube estão suspensas desde o dia 20 de março. “É uma situação complicada, mas entendemos que precisamos fazer nossa parte durante a pandemia e torcer para que tudo volte ao normal o quanto antes”, pontua.
O quadro de funcionários teve de ser reajustado para garantir a saúde dos empregados. “Quando decidimos suspender as atividades, pedimos para que os funcionários acima de 60 anos ou que possuem algum outro tipo de doença crônica ficassem em casa e seguros”, conta.
Apenas um pequeno contingente de pessoas continua o trabalho com jornada reduzida e intercalada, para a manutenção do espaço. “Eles passam todos os dias pelos médicos que checam a temperatura, que os orientam e ressaltam os cuidados para manter a saúde”, afirma Lobato.
Com relação às mensalidades, o presidente informa que elas continuam sendo cobradas de forma integral, para que possam garantir os salários dos trabalhadores, pagamentos das receitas fiscais e os serviços primordiais. “A gente sempre conta com a sensibilidade dos sócios que as mantenham em seus orçamentos, para que assim a gente possa passar sem mais perdas esse período”.
O clube lançou o serviço de drive-thru, onde os sócios podem fazer pedidos de comida diretamente do restaurante da AP.
GRÊMIO
O Grêmio Literário e Recreativo Português também suspendeu as atividades e serviços. O clube decidiu fechar as portas na última semana de março. O presidente Antônio Cunha informou que tanto a sede social como a campestre estão fechadas.
O clube está mantendo apenas uma pequena quantia de colaboradores. “O funcionário do primeiro turno fica somente até ao meio-dia e pela tarde outro assume o posto”, informa. As mensalidades também seguem mantidas no valor integral, segundo o gestor da agremiação.
PARÁ CLUBE
O presidente do Pará Clube, Almir Braga, conta que a agremiação funciona parcialmente. A quantidade de sócios adimplentes é pouca para que o espaço de lazer continue se mantendo por muito tempo. “Essa faixa entre 400 e 500 associados adimplentes não consegue sustentar a estrutura que temos”, informa. Segundo Almir, todos os restaurantes e espaços de locações estão parados, o que dificulta a arrecadação.
As mensalidades sofreram redução de 25% para abril e maio e algumas atividades seguem mantidas com restrições.

