Home BACANA NEWS Coronavírus: Brasil tem mais 72 mortes e total de 431; casos confirmados passam de 10,2 mil; Veja também a situação no país e no mundo

Coronavírus: Brasil tem mais 72 mortes e total de 431; casos confirmados passam de 10,2 mil; Veja também a situação no país e no mundo

Coronavírus: Brasil tem mais 72 mortes e total de 431; casos confirmados passam de 10,2 mil; Veja também a situação no país e no mundo

Foto: Getty Images

Por Valor, Agência Brasil, RTP e NHK

O número de mortos no Brasil pela covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, aumentou em 72 entre sexta-feira e sábado e chegou a 431, segundo o Ministério da Saúde.

O país agora tem 10.278 casos confirmados da doença causada pelo coronavírus, segundo a pasta, que dará entrevista à imprensa em breve. A região Sudeste concentra 61,2% dos casos.

Isso significa uma taxa de letalidade de 4,2% no país e de 5,2% no Sudeste. Segundo a OMS, a média na China e no mundo ficou entre 2% e 3%, o que pode sinalizar para uma subnotificação de casos no Brasil, ao encontro da falta de insumos para testes e dos relatos de especialistas.

Mais cedo, as secretarias estaduais de saúde haviam contabilizado 365 mortes e 9.216.

Abastecimento

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na sexta-feira que o cenário continua “difícil em termos de abastecimento” no país e comentou a frustrada expectativa de aquisição de 680 respiradores no Nordeste. Disse também que há diminuição no comércio global de máscaras e que o governo tem diálogo com outros países para termos “racionalidade no período”.

Ele reforçou ainda a recomendação da diminuição da dinâmica social. “Nem chamo de isolamento ou quarentena. É redução da atividade”, disse, acrescentando que orienta “fortemente” que as pessoas obedeçam às recomendações dos governadores.

Na entrevista coletiva de ontem, Mandetta avaliou que a forma da propagação dos casos indica um acerto nas medidas de distanciamento social e quarentena dos governos estaduais. Sobre os impactos na economia, acrescentou que o governo vem promovendo iniciativas que criam um “colchão de proteção” e que a abertura das atividades terá que ser vista a partir da análise do desenvolvimento da pandemia no país.

Leitos e insumos

O ministro informou que foi assinada hoje portaria destinando recursos para o atendimento exclusivo de pacientes com covid-19. Entre as medidas de reforço estão o pagamento de despesas com pacientes e o aumento do valor diário das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) custeadas pelo Executivo.

Os representantes do ministério da Saúde anunciaram a criação de um site no qual serão publicados os insumos repassados aos estados, bem como os recursos disponibilizados para leitos de UTIs.

De acordo com o site, em todo o Brasil há 30.623 leitos de UTI para adultos, enquanto outros 170 foram locados pelo Ministério. Em relação aos equipamentos de proteção, o Executivo repassou aos estados 24 milhões de luvas, 14,2 milhões de máscaras cirúrgicas e 742 mil aventais. Também foram encaminhados cerca de 500 mil testes rápidos.

Profissionais de saúde

O titular da Saúde abordou a iniciativa de criar um cadastro de profissionais de saúde, programa intitulado “Brasil Conta Comigo”. Segundo ele, o intuito é fazer um mapeamento dos trabalhadores que teriam disponibilidade de atuar em outras cidades ou estados que necessitem de reforço nas equipes das unidades de saúde.

Máscaras caseiras

Mandetta defendeu a prioridade das máscaras médicas de proteção para os profissionais de saúde. Para a população, recomendou a produção ou aquisição de máscaras de pano, que funcionam como “barreira física”. Elas devem ser utilizadas somente por uma pessoa, que também deve ser a responsável por lavá-la. O indicado é que esses objetos tenham duas camadas de pano, ou sejam dupla face. Podem ser usadas como matéria-prima algodão, tricoline, TNT e outros tecidos. A lavagem deve ser feita com água e sabão ou água sanitária.

Testes drive thru no Rio

Os testes em massa drive thru contra o coronavírus deverão começar na próxima semana no estado do Rio. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (2) pelo secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. Os detalhes de como será a operação ainda estão sendo definidos.

Secretária de Educação do Rio

A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Talma Romero Suane, recebeu, na noite de ontem (2), a confirmação de que está infectada com o novo coronavírus (covid-19). Ela é a segunda integrante do primeiro escalão da prefeitura a confirmar a infecção pelo vírus.

Niterói

A prefeitura de Niterói, no Grande Rio, decidiu proibir a entrada e circulação no município de táxis de cidades vizinhas. A proibição começa amanhã (4) e se estende até o próximo dia 18. O objetivo, segundo o prefeito Rodrigo Neves, é manter o isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

EUA

Os Estados Unidos registraram 1.480 mortes entre quinta e sexta-feira às 20h30 locais. Com isso, o número total de mortos no país desde o início da pandemia chegou a 7.406.

O número representa um salto em relação ao recorde batido na véspera, também pelos EUA, quando foram registradas 1.169 mortes. O número de casos em território americano já chega a 277,6 mil.

O pico anterior para um dia tinha acontecido na Itália, onde 969 pessoas morreram em 27 de março. O país europeu ainda é o país com mais mortes no total, com 14.681, seguido pela Espanha, que tem 11.198.

O número crescente de mortos na pandemia sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis, segundo a agência de notícias Reuters.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

“De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer”, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

No mundo, o número de infecções confirmados chegou a 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novo teste para o novo coronavírus nessa quinta-feira e o resultado foi negativo, informou a Casa Branca, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Em comunicado, o médico de Trump, Sean Conley, disse que o presidente norte-americano passou por um segundo teste para detecção do coronavírus. Ele já havia sido submetido a um exame no mês passado, após entrar em contado com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que teve integrantes com exame positivo para o vírus.

Disney

A gigante de entretenimento Disney está dando licença não remunerada para seus funcionários nos Estados Unidos, envolvendo todas as divisões e operações, enquanto luta contra as consequências da propagação do novo coronavírus, segundo a agência de notícias Dow Jones.

A empresa tem mais de 227 mil funcionários pelo mundo, mas somente os dos Estados Unidos serão afastados. A empresa não disse quantos. As licenças iniciarão em 19 de abril.

Espanha

A Espanha registrou nesta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, mais de 900 mortes relacionadas ao novo coronavírus, ultrapassou a Itália em casos confirmados, mas a taxa de crescimento diário no número de infectados começa a dar sinais de estabilização.

Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde da Espanha mostram que 932 pessoas foram vítimas da covid-19 nas últimas 24 horas, ligeira queda em relação aos 950 óbitos contabilizados ontem, recorde desde o início da pandemia no país.

No entanto, a taxa de crescimento diário de novos casos continua a desacelerar, um dos efeitos das três semanas de quarentena decretada para diminuir a disseminação do vírus.

O número de casos confirmados do novo coronavírus chegou a 117.710, maior que o registrado pela Itália até ontem. No entanto, a alta foi de 6,77% em relação ao balanço apresentado na quinta-feira, uma das menores taxas registradas até então, o que confirma a progressiva redução dos últimos dez dias.

Alemanha

O número de mortes relacionadas ao novo coronavírus na Alemanha chegou a 1.017 nesta sexta-feira. Nas últimas 24 horas, o país registrou mais 145 vítimas e 6.174 casos confirmados da covid-19, mas o governo vê sinais de estabilização da pandemia.

A Alemanha é um dos países com o maior número de infectados em todo o mundo – 79.696 – e o terceiro entre os europeus, atrás apenas de Espanha e Itália, mas o Instituto Robert Koch, a agência federal do governo, diz haver crescentes evidências de que as medidas para conter a disseminação do vírus estão funcionando.

Segundo os dados divulgados hoje, o número de novos casos nas últimas 24 horas cresceu 8%, ante a um ritmo de 16% de alta na semana passada. O mesmo ocorre nos óbitos. Houve alta de 17% no balanço desta sexta-feira. Há sete dias, a taxa diária de aumento era de 28%.

Reino Unido

O Reino Unido registrou 684 mortes relacionadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas, uma alta diária de 23%, de acordo com os dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira. Agora, são 3.605 óbitos desde o início da pandemia. Já o número de casos confirmados subiu para 38.168.

Em entrevista à “Sky News”, o ministro de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse acreditar que o país atingirá o pico de mortes perto da Páscoa. Até o momento, o governo britânico diz que pode rever as medidas restritivas aplicadas à população após o feriado.

O primeiro-ministro do país, Boris Johnson, continuará em quarentena após testar positivo para o vírus em um segundo exame. No Twitter, ele disse que ainda apresenta sintomas leves da covid-19, como febre, e seguirá trabalhando de casa.

O príncipe Charles, já liberado a voltar à atividade pública depois de também ter testado positivo para a doença, inaugurou hoje um novo hospital com 4 mil leitos, o primeiro dos vários construídos para aumentar a capacidade de atendimento durante a pandemia.

A rainha Elizabeth II fará neste domingo um pronunciamento a todo país para falar sobre a pandemia.

G20

O Grupo das 20 principais economias do mundo fará “o que for preciso” para superar a crise do coronavírus, segundo a agência de notícias Reuters. O G20 disse na quinta-feira que vai injetar 5 trilhões de dólares na economia global por meio de medidas nacionais como parte de seus esforços para diminuir o impacto da doença.

Após uma cúpula extraordinária por vídeoconferência, os líderes do G20 se comprometeram a implementar e financiar todas as medidas de saúde necessárias para proteger vidas e minimizar danos econômicos e sociais, além de evitar interferências desnecessárias no comércio internacional.

África

A pandemia de Covid-19 já afeta 50 dos 55 países e territórios africanos com mais de 7mil casos de infeção e 280 mortes, depois de o Maláui ter anunciado, nesta sexta-feira (3), os primeiros três casos da doença.

Segundo o boletim de hoje do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), desde o início da pandemia foram notificadas 284 mortes e 7.028 casos no continente africano.

O África CDC registou também mais de 560 doentes recuperados após a infecção.

O Maláui anunciou os primeiros três casos positivos de infecção pelo novo coronavírus, entrando para a longa lista de países africanos afetados pela pandemia.

No total, 50 dos 55 países e territórios membros da União Africana apresentam agora casos comprovados da doença.

O Norte de África mantém-se como a região mais afetada com 3.030 casos, 200 mortes e 314 doentes recuperados.

Na África Austral, são 1.558 os casos registados da doença, que já provocou dez mortes, tendo 48 doentes recuperado da infeção.

Na África Ocidental, há registo de 1.303 infeções, 37 mortes e 164 doentes recuperados.

Até ao momento, não foram anunciados quaisquer casos em São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul, Comores, República Sarauí e Lesoto.

Assim, São Tomé e Príncipe é o único país lusófono sem qualquer caso confirmado.

Angola regista oito casos de infecção e duas mortes; Moçambique dez casos e a Guiné-Bissau nove.

Cabo Verde totaliza seis casos de infecção, desde o início da pandemia, e uma morte.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, foram confirmados 15 casos.

Arábia Saudita

A Arábia Saudita anunciou nesta sexta-feira um programa de US$ 2,4 bilhões para proteger empregos no setor privado durante a pandemia do novo coronavírus.

Com o programa, o governo saudita se comprometerá a pagar por três meses 60% dos salários de trabalhadores de empresas afetadas pela crise econômica que acompanha a pandemia de covid-19.

Cerca de 1,2 milhão de trabalhadores devem ser beneficiados com o programa, segundo os cálculos das autoridades locais. Os pagamentos começarão a ser feitos no próximo dia 1º de maio

A Arábia Saudita já havia anunciado um pacote de US$ 32 bilhões em estímulos para o setor privado.

O país tem 1.885 casos confirmados da covid-19 e 21 mortes.

Cingapura

O governo de Cingapura anunciou nesta sexta-feira que fechará escolas e que permitirá que apenas serviços essenciais sigam operando, em uma guinada na estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus, segundo o jornal “Nikkei Asian Review”.

As autoridades evitaram o termo “quarentena” ao anunciar as medidas, mas as restrições à atividade econômica não essencial são similares às adotadas por países como Itália e Espanha.

A partir da próxima terça-feira, apenas serviços como supermercados, hospitais e o sistema de transportes, poderão funcionar. Escolas e universidades fecham no dia seguinte, adotando aulas virtuais.

As medidas representam uma guinada na estratégia de Cingapura. Até então, as autoridades tinham fechado as fronteiras e adotado uma campanha de conscientização para que a população ficasse em isolamento. A ideia era evitar atrapalhar a atividade econômica o máximo possível.

Tailândia

A Tailândia vai impor toque de recolher na sexta-feira, quando os casos confirmados de coronavírus do reino se aproximarem de 2 mil, anunciou o primeiro-ministro, Prayuth Chan-ocha, em um discurso televisionado na noite de quinta-feira, segundo o jornal “Nikkei Asian Review”.

As pessoas receberão ordens para ficar em casa a partir das 22h até 4h. Serão abertas exceções para casos como procurar atendimento médico e transportar bens de consumo, jornais, combustível e encomendas.

O governo tailandês invocou um estado de emergência nacional há uma semana. Medidas restritivas, como proibições de reuniões públicas e acumulo de mercadorias, foram impostas para reduzir o contato entre as pessoas e garantir o fornecimento.

Japão

O governo japonês tornou hoje (3) mais rigorosas as restrições de entrada no país, em mais uma tentativa de combater a pandemia do novo coronavírus.

O governo apela a todas as pessoas, procedentes de quaisquer partes do mundo, que se imponham uma quarentena de duas semanas em casa, hotel ou em qualquer outro lugar. Os viajantes são solicitados também a evitar a utilização de transporte público. As medidas vão vigorar até o fim deste mês de abril.

O governo está também aumentando para 73 a lista de países e territórios sujeitos à recusa de entrada. Agora, está negando a entrada a cidadãos estrangeiros que visitaram alguns desses lugares duas semanas antes da chegada ao Japão.

Os japoneses que retornam de algum desses 73 países e territórios terão que se submeter a testes do coronavírus, apresentando ou não sintomas. A mesma medida também se aplica aos cidadãos estrangeiros que têm permissão para entrar no Japão por motivos especiais, entre eles ter cônjuge japonês.

China

A China registrou hoje (3) 29 novos casos de infeção pelo novo coronavírus procedentes do exterior e dois de contágio local, no momento em que tenta regressar à normalidade ao mesmo tempo que previne novo surto.

A Comissão Nacional de Saúde informou que os casos de contágio local foram detetcados em Cantão, a capital da província de Guangdong, que faz fronteira com Macau, e na província de Liaoning, Nordeste do país.

Morreram ainda quatro pessoas, devido à infeção pelo novo coronavírus, na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da epidemia.

A mesma fonte disse que 12 novos casos suspeitos, procedentes do exterior, estão em observação.

Nas 24 horas até a meia-noite na China, 163 pacientes receberam alta e 50 se recuperaram do estado grave, segundo dados oficiais.

Muitos chineses radicados no exterior estão retornando ao país, à medida que a doença se alastra pelo mundo. A China passou a contar com 870 casos importados.

A partir deste sábado (4), está suspensa temporariamente a entrada de cidadãos estrangeiros, incluindo quem tem visto ou autorização de residência, como medida de prevenção contra a propagação do novo coronavírus.

Números do coronavírus na China

O número total de infectados diagnosticados na China, desde o início da pandemia, é de 81.620 e o número de mortos chegou a 3.322.

Desde o início do surto, em dezembro passado, 710.985 pessoas, em contato próximo com infectados, estiveram sob vigilância médica na China. Entre elas,19.633 permanecem em observação.

A China revelou ainda que detectou 60 novos casos assintomáticos, sete procedentes do exterior. A Comissão Nacional de Saúde só começou na quarta-feira (1º) a divulgar o número de pessoas infectadas, mas que não têm sintomas.

A possibilidade de infectados assintomáticos contagiarem outras pessoas ainda não é consenso entre especialistas, mas as autoridades de saúde indicaram que eles devem passar por uma quarentena de 14 dias em um local designado.